• Jovem Índigo

Inspire-se, seja a Mudança

Durante a semana, trouxemos informações referentes a todas as verticais abordadas pelo Programa Jovem Índigo. Hoje faremos diferente: traremos inspiração.


Sabemos que muitas comunidades têm gargalos em áreas que propiciam o desenvolvimento, mas como podemos responder a isso com ações e ideias vindas dos próprios residentes? É algo possível? Com certeza sim!

Há locais no país que sofrem com a escassez de água potável e saneamento básico. Água é essencial para nossa sobrevivência, pois protege o nosso organismo de diversas formas. O Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, local conhecido por seus baixos índices sociais, teve sua realidade transformada por ação que visava responder ao problema da escassez de água potável. Foi distribuído na região sachês que auxiliam na purificação de água. Um sachê de 4g é capaz de purificar até 10L de água. A diferença que essa ação fez na vida das famílias vai além da saúde. Pois, ao auxiliar na regulação do corpo e preparo de alimentos, acaba por influenciar o crescimento e desempenho cognitivo em crianças na idade escolar.

A escassez de água é resultado de problemas ambientais causados pela ação humana. O conhecimento sobre as questões ambientais atualmente nos permite pensar ações sustentáveis, inteligentes e criativas para abrandar esses efeitos visando um futuro melhor. A aluna Poliana Hilário, da E.E. Professora Maria Dolores Veríssimo Madureira de São José dos Campos, conseguiu criar uma embalagem sustentável para substituir recipientes de isopor que não são recicláveis. A embalagem biodegradável, feita a partir de cascas de banana e insumos de fácil acesso como manjericão, orégano e canela em pó, tem baixo custo de produção e mitiga as consequências no meio ambiente. Seguindo a mesma linha sustentável, alunos da E.E. Antonio Kassawara Katutok de Gabriel Monteiro, criaram um sistema econômico e ecológico de captação de água. O sistema irriga a horta da escola e um bosque que foi plantado pelos alunos. Os produtos da horta são utilizados para a merenda, enquanto cascas e sobras servem como adubo.

Uma ação de sucesso, adotada por comunidades no Brasil inteiro, é a de bibliotecas comunitárias. São bibliotecas abertas ao público que disponibilizam livros para todos, com o intuito de incentivar o gosto pela leitura e conhecimento, fomentando o avanço da educação. Essas bibliotecas são mantidas por pessoas da própria comunidade e os acervos vem, no geral, de doações. Para sempre manter reserva de opções, é indicado que a pesssoa que vá retirar um livro deixe outro no lugar – mas não é obrigatório. As periferias de Fortaleza contam com 12 bibliotecas comunitárias e, a partir de campanhas nas redes sociais, visam apoio para a implementação de mais.

Ações como essas nos mostram que o Estado não é o único responsável pelas políticas de desenvolvimento, as comunidades têm voz ativa no que concerne ao seu futuro. E o crescimento econômico não fica de fora de arcabouço. Rudá Ricci, sociólogo, cientista político, e diretor da ONG Instituto Cultiva, em Belo Horizonte, argumenta que o empreendedorismo nas comunidades “já tinha uma base social fácil de trabalhar, para ganhar um consumidor fiel. O que faltava era o dinheiro. Nos últimos dez anos, com a ascensão da classe C, aumento do salário mínimo, oferta de crédito e a facilidade para ter cartão de crédito qualificaram essa forma de comércio”, diz. Para Taciana Abreu, diretora de planejamento da W/Mccan Rio de Janeiro e participante da Incubadora Yunnus de Negócios Sociais no Rio de Janeiro, empresários e consumidores das comunidade são o que mais movimentam os negócios nas favelas.

Clayton Rodrigo dos Santos, 30, lançou sua própria marca de bonés e camisestas e a rotulou como uma “marca bairrista” e tem o intuito de montar uma rede de lojas em diversas comunidades. O Srs. José Pereira Filho e Maria Aparecidade Pereira iniciaram uma loja de bebidas em um espaço de 12m² na comunidade de Heliópolis, hoje são donos de três imóveis na região, dois deles funcionando como supermercado. Wilson Leandro de Lima, 54, é dono de uma academia com mais de 600 alunos e oferece a preços acessíveis as mesmas aulas de academias de bairros nobres.

O que você pode fazer pela sua comunidade para que ela entre no caminho do desenvolvimento? Como essas histórias te incentivam a agir na sua comunidade? Venha participar do Programa Jovem Índigo e seja a diferença que você quer ver. Acesse www.jovemindigo.com.br e saiba mais.

REFERÊNCIAS

Ações de alunos da rede transformam realidade da comunidade. Secretaria da Educação do Estado de São Paulo: https://www.educacao.sp.gov.br/acoes-de-alunos-da-rede-transformam-realidade-da-comunidade/

Conheça 6 exemplos de projetos sociais que transformam vidas. Child Fund Brasil: https://www.childfundbrasil.org.br/blog/conheca-6-exemplos-de-projetos-sociais-que-transformam-vidas/

Bibliotecas comunitárias de Fortaleza se articula em campanha por manutenção dos espaços (15 de junho de 2021). Diário do Nordeste: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/verso/bibliotecas-comunitarias-de-fortaleza-se-articulam-em-campanha-por-manutencao-dos-espacos-1.3097914

Negócios da quebrada – Quem são e como trabalham os empreendedoras com raízes nas comunidades da periferia de São Paulo. Dcomercio: https://especiais.dcomercio.com.br/comunidades/personagem.htm


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